All fields are required.

Close Appointment form

Cirurgias

Bloco Operatório

No Bloco Operatório realizam-se pequenas e grandes cirurgias e para além do Microscópio Operatório está equipado com o aparelho de Facoemulsificação, para a cirurgia das cataratas por micro-incisão e anestesia tópica (gotas de colírio anestésico).

1 – Pequenas Cirurgias

• Cirurgia do Pterígio

• Cirurgia do Chalásio (vulgar treçolho)

• Cirurgia Estético-Funcional Palpebral e outras lesões dos anexos oculares.

2 – Grandes Cirurgias

• Cirurgia da Catarata por Facoemulsifação

Esta técnica utiliza a energia de ultra-som para dissolver e aspirar o cristalino através de uma pequena incisão (2 a 3 mm), que cicatriza rapidamente, não necessitando de pontos e não causando inflamação.
No lugar do cristalino é implantada uma lente intra-ocular dobrável para passar pela pequena incisão.
Em ambas as técnicas a lente intra-ocular é implantada no lugar do cristalino, permitindo a sua substituição na focalização de imagens e o cálculo da graduação da lente realizado antes da cirurgia, permite a correcção do grau que o paciente apresente.

• Cirurgia de Cristalino Claro (refractiva)

• Cirurgia de Glaucoma

• Cirurgia Implanto-Refractiva Fáquica

Catarata
A catarata é a opacificação do cristalino, que se desenvolve com o passar dos anos (senil ) ou por outras causas, tais como: traumatismos, inflamações oculares, doenças metabólicas e efeitos secundários de alguns medicamentos.
O cristalino é a lente biológica, responsável em aproximadamente 30%, pelo poder dióptrico do olho.
Actualmente, a cirurgia da catarata faz-se pela técnica de facoemulsificação. Esta técnica utiliza a energia de ultra-sons gerados por uma sonda para dissolver e aspirar o cristalino através de uma pequena incisão (2 a 3 mm). No lugar do cristalino é implantada uma lente intra-ocular dobrável e injectável, substituindo assim o cristalino e as suas respectivas dióptrias, devendo a lente intra-ocular ter uma potência dioptrica ajustada por forma a corrigir um eventual defeito de visão que o paciente apresente.
Esta incisão cicatriza rápidamente (não necessita de pontos), o que permite aos pacientes a reintegração imediata nas suas actividades quotidianas.

Glaucoma
O glaucoma é ocasionado por uma alteração em que a pressão do líquido que preenche o globo ocular está demasiado elevada para além dos valores que o nervo óptico pode tolerar.
O glaucoma pode ser causado pela acumulação do líquido que circula no interior do olho (pressão ocular alta) ou por dificuldade de irrigação do nervo óptico face à pressão dentro do olho (pressão ocular normal), ou ainda, por uma mistura destes dois mecanismos.
Esta acumulação é devida ao aumento da formação do líquido ou à obstrução do canal através do qual normalmente esse líquido sai do olho, originando um aumento progressivo da pressão intra-ocular.
A dificuldade de irrigação deve-se sobretudo a causas vasculares como a arteriosclerose, insuficiência cardíaca, efeitos secundários de medicamentos contra a Hipertensão Arterial (dose excessiva) e outras.
O aumento de pressão intra-ocular vai comprometer os vasos sanguíneos que nutrem as sensíveis estruturas visuais do fundo do olho e devido à falta de irrigação sanguínea adequada, as células da retina acabam por morrer, provocando uma perda progressiva da visão e estreitamento do campo visual (ou então a pressão intra-ocular até é normal, mas são os próprios vasos sanguíneos que não têm competência para irrigar convenientemente o nervo óptico e a retina provocando o mesmo efeito destrutivo nas células).
O paciente geralmente não percebe que sofre de glaucoma, este desenvolve-se na maioria dos casos lentamente, no decurso de meses ou anos, sem ocasionar nenhum sintoma. O dano pode progredir com tanta lentidão que o paciente não se apercebe da perda gradual da visão. Em geral, se este processo não for controlado, poderá levar à cegueira (e é só quando está próximo da cegueira que o doente se apercebe).
As pessoas que têm maior risco de sofrer de glaucoma são as diabéticas e as com familiares portadores de glaucoma, sendo importante fazer com regularidade uma consulta oftalmológica e, se for o caso, exames complementares de diagnóstico ocular como o Campos Visuais Computarizados e/ou exames mais modernos que fazem a análise das camadas das fibras nervosas retinianas e nervo óptico (GDX ou OCT).
Existe tratamento com medicamentos (colírios, cápsulas/comprimidos ou em casos extremos fármacos endovenosos) e tratamento cirúrgico (por laser ou cirurgia de olho aberto).
A doença é irreversível, apenas se consegue conter a sua evolução, daí a enorme importância do diagnóstico precoce numa altura em que o doente ainda não tenha sintomas.

Pterígio
O pterígio é um espessamento vascularizado da conjuntiva de forma triangular que se estende habitualmente do ângulo interno (nasal) do olho em direcção à córnea. Não é infeccioso, mas pode afectar a visão e pode ser tratado através de remoção cirúrgica.
Os principais sinais e sintomas são olho vermelho e fotofobia. As causas ainda que não exactas, podem ser mais frequentes quando existe uma maior exposição à radiação ultravioleta e/ou à poeira.
O tratamento cabal é cirúrgico e deve ser feito quando a lesão ameaçar a visão ou quando o desconforto for intolerado.

Chalásio
O chalásio é um processo inflamatório granulomatoso crónico que atinge as glândulas sebáceas. É um nódulo doloroso nas fases iniciais com grande inflamação e crescimento rápido e, mais tardiamente, torna-se indolor deixando de ter crescimento rápido.
Habitualmente, está na espessura do tarso palpebral e pode ser interno ou externo. O interno está sob a conjuntiva e o externo sob a pele.
O tratamento inicial é feito com pomadas oftálmicas à base de corticóides e pachos quentes, mas quando não resulta, o tratamento é cirúrgico, o qual consiste na dissecção e curetagem da lesão com retirada da cápsula (no externo o corte é horizontal e no interno o corte é vertical).